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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chuva faz esquecer o hino; em vez disso, outras letras vêm à mente.

Sete de setembro de 2010. Feriado dedicado ao "dia da independência". Há anos, a primeira preocupação da manhã seria com o uniforme e a letra do hino, além de alguns outros preparativos necessários à participação no desfile da escola.
Hoje, quando já não me lembro se o Hino da Independência é aquele cujo refrão diz "brava gente brasileira" ou "liberdade, liberdade", acordei com o tamborilar dos pingos da primeira chuva em mais de 60 dias. Que som adorável, que cheiro bom aquele que dizem ser do ozônio precedendo a chuvarada. O que fazer? Sair da cama ou aproveitar aquele "barulhinho" para, aos poucos, adormecer?
É isso, aproveitar mais um pouquinho e depois sair, não sem antes engolir um café bem devagarinho. A temperatura caiu, o céu está cinza, a chuva não para. Uma delícia, após tantos dias com umidade abaixo do tolerável. Preciso comemorar os preparativos da natureza para a chegada da primavera.
Na alvura das flores do ipê, as gotas cintilam e pulsam, estimulando a seiva a fluir.
Ligo o carro, saio devagar (pra que pressa?), não por segurança, mas para "sentir" cada pingo marcando o para-brisa. E o hino? Não sei porque, mas só me lembrava do "liberdade, liberdade". Na dúvida, preferi recordar Jorge Benjor, de quando era apenas Jorge Ben cantando "chove chuva, chove sem parar". Gal Costa até poderia invadir meu rádio com aquele verso "chuva de prata que cai sem parar". Afinal, no ritmo da chuva, tudo é válido, inclusive molhar os pés.


P.S. Google: Evaristo da Veiga escreveu o poema do Hino Consitucional Brasiliense, no começo do século XIX, musicado por um maestro do qual D.Pedro I fora aluno. Após a proclamação, D. Pedro I compos uma nova melodia para o hino que se tornou oficial da Independência. A aceitação foi tamanha que, durante alguns anos, D. Pedro era tido como autor exclusivo da música e também da letra. Coisas da política. Mas, abdicando do governo imperial, em 1831, D. Pedro colaborou para o desprestígio do hino, que ficou mais de um século sem execução oficial.  
Somente no ano de 1922, data do centenário da independência, o hino foi novamente executado, porém, com a melodia do maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal - professor de D. Pedro I. Contudo, na década de 1930, graças à ação do ministro Gustavo Capanema, o Hino da Independência foi finalmente regulamentado em sua forma e autoria. Contando com a ajuda do maestro Heitor Villa-Lobos, a melodia composta por D. Pedro I foi dada como a única a ser utilizada na execução desse hino.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Festival de Música Sacra chega ao final da 8ª edição

No último sábado, 28 de agosto, a Catedral Metropolitana de Campinas foi palco para o encerramento do VIII Festival de Música Sacra de Campinas. Sob a curadoria e direção artística do maestro Hermes Coelho, nos quatro sábados do mês,12 corais e uma orquestra de câmara apresentaram ao público diversas obras musicais, da popular Oração de São Francisco às cantatas de J. Sebastian Bach.
Mesmo sem contar com o patrocínio desejado, o maestro segue otimista e já anunciou os preparativos para o próximo festival, desejando que a centenária Catedral continue a sediar o evento.
Devido à importância da Catedral Metropolitana como obra arquitetônica e artística, além da excelente acústica, provavelmente, nenhum outro local da cidade seria mais indicado para aproximar o público de um gênero musical que leva mensagens de paz e tem o poder de unir as pessoas, independente da religião escolhida.

domingo, 1 de agosto de 2010

Concerto de metais e solo de tuba marcam encerramento do II Festival Internacional Carlos Gomes


Quando o maestro Hermes Coelho fez o convite para o encerramento do festival, que teria um grupo de metais e percussão sob a sua regência, e que seria muito vibrante, sonoro, contagiante, percebo que foi muitíssimo econômico em seus adjetivos.
Nesta manhã de domingo, 1º de agosto, quem estava no auditório Carlos Gomes, em Campinas, comprovou que um concerto de metais pode ser muito mais que sonoro, harmônico, melodioso, contagiante. A certeza veio com a ginga do maestro e sua batuta, que muitas vezes prefere dispensá-la. Depois, com a sucessão de acordes das obras de Arthur Bliss, Villani-Côrtes, Amaral Vieira, Debussy entre outros.
Acredito que a surpresa para o público se revelou com a participação de Sergio Carolino, cujo nome no folheto de apresentação constava apenas entre parênteses. No entanto, quando apresentado como solista de tuba, vindo de Portugal a convite da organização, o encantamento da platéia se completou. Como era possível tirar tantos acordes de um instrumento como aquele, meio esquisito, que alguns poderiam imaginá-lo apenas em bandas e fanfarras? Como não é requisito obrigatório que apreciadores de boa música conheçam instrumentos musicais, a apresentação foi uma oportunidade de conhecer um pouco das novas tendências musicais do Brasil e exterior, bem como ver que sempre há espaço para a revelação de talentos. Visite http://www.festigomes.com.br e conheça um pouco mais sobre o festival.
À direita, Sergio Carolino, em plena performance com sua tuba.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Começa a 8ª edição do Festival de Música Sacra de Campinas

A Associação Orquestra e Coral Ars Musicalis já começou a divulgar a programação geral do VIII Festival de Música Sacra de Campinas. O Festival tem a direção artística e curadoria do maestro Hermes Coelho e acontecerá na Catedral Metropolitana de Campinas durante o mês de agosto/2010 - sempre aos sábados, às 20h.
Vale ressaltar que o evento, montado com o mínimo de patrocínio, reune não só corais de Campinas e região, mas também de São Paulo, profissionais ou amadores, com uma importante caracterítica em comum: o prazer de cantar, visto que - nos respectivos naipes - há cantores com as mais diversas formações que não seja em música, como em medicina, pedagogia, jornalismo, direito e por aí vai.